sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Texto Julio
Deuses cruéis, na forma de crianças mimadas, invadiram a cidade do Rio de Janeiro usando seu poder de dominação para se divertirem com os humanos. As crianças humanas são obrigadas a matarem seus pais e são escravizadas pelos deuses. O céu está vermelho e a cidade está em chamas. Muitas crianças humanas se divertem com a destruição, são crianças tristes, abandonadas, que mal existiram e sentem já o peso do mundo, os deuses são salvadores, criam uma nova religião, uma religião das crianças, uma religião tão efêmera quanto a infância. Tem-se um cenário de angústia, pânico, repressão e destruição. Ouvem-se berros, gemidos e gritos de pais e crianças. As crianças religiosas são aquelas que obrigam a as outras a fazerem coisas em prol dos deuses. Elas se divertem, riem como hienas. As que têm medo, as não-religiosas, vêm qualquer atividade como um cenário de horror. Matar alguém e limpar as vísceras ou sorvetes do chão é tão terrível quanto. Apesar do fogo e do céu vermelho a cidade está congelando, um frio imenso, um chão branco de neve e gelo em contraste com o resto da paisagem. Algo foi arrancado da humanidade, a própria humanidade deve extirpar o mal pela raiz, começando pelos úteros e falos. Uma chuva de quarenta dias e quarenta noites de sangue, uma tempestade de dez anos, até que sobrem apenas as ruínas.
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